Embora a versão estável do Android 16 tenha chegado ao mercado em junho de 2025, uma das promessas mais aguardadas do Google para a segurança do sistema ainda não se concretizou. Estamos em janeiro de 2026 e a “Detecção de Intrusão” — parte fundamental do pacote de Proteção Avançada — continua indisponível para o grande público. No entanto, descobertas recentes indicam que esse cenário deve mudar muito em breve, possivelmente coincidindo com as próximas grandes atualizações do sistema, que já começam a desenhar o futuro com o Android 17 e a One UI 9 da Samsung.

A espera pela Detecção de Intrusão

Quando o modo de Proteção Avançada foi revelado, ele trouxe ferramentas robustas como a Detecção de Roubo, o Bloqueio de Dispositivo Offline e proteções contra aplicativos desconhecidos. A Detecção de Intrusão, contudo, ficou para depois. Diferente de um antivírus ou firewall que atua preventivamente, este recurso funciona como uma ferramenta forense “pós-fato”. Ele não impede a invasão, mas oferece ao usuário um registro detalhado do que aconteceu caso a segurança do aparelho seja comprometida.

Graças a uma análise feita pela equipe do Android Authority, sinais claros da funcionalidade foram encontrados na versão 26.02.31 do Google Play Services. Embora o recurso tenha sido ativado manualmente para testes e não esteja funcional na versão pública atual, as capturas de tela revelam como ele operará. A ferramenta ficará alocada no final do menu de Proteção Avançada, sob uma nova seção de “Outros recursos”, descrita como uma forma de preservar logs criptografados de atividades do dispositivo para análise de segurança.

Como funciona o registro de atividades

O sistema foi desenhado para registrar eventos críticos, como conexões USB, histórico de navegação, instalação de aplicativos e momentos em que a tela foi desbloqueada. Um detalhe crucial revelado nas configurações é a privacidade: todos os logs possuem criptografia de ponta a ponta, o que significa que nem mesmo o Google tem acesso ao conteúdo.

Além disso, o menu de configurações trouxe uma informação inédita sobre a retenção desses dados. Os registros são excluídos automaticamente após 12 meses e, como medida de segurança para evitar que invasores apaguem seus rastros, o usuário não pode deletá-los manualmente. A expectativa é que a Detecção de Intrusão seja lançada oficialmente com a versão estável do Android 16 QPR3, prevista para chegar aos dispositivos Pixel em março de 2026.

O próximo passo: Android 17 e One UI 9

Enquanto o Google finaliza as pendências do Android 16, o desenvolvimento da próxima geração do sistema operacional já aponta para melhorias significativas na integração entre dispositivos. Vazamentos sobre o Android 17 — e consequentemente a interface One UI 9 da Samsung — sugerem o foco em um ecossistema mais fluido, resolvendo antigas frustrações dos usuários que possuem múltiplos aparelhos Android.

Duas novidades se destacam: a sincronização do modo “Não Perturbe” e uma Área de Transferência Universal. A primeira permitirá que, ao silenciar um celular, a ação se reflita automaticamente em outros dispositivos conectados à mesma conta, como tablets e smartwatches. Essa função deve se juntar a outros serviços “cross-device” do sistema, como o compartilhamento de internet e a transferência de chamadas.

Produtividade entre telas

A Área de Transferência Universal, cujos primeiros indícios surgiram em novembro de 2025, promete facilitar a vida de quem trabalha com várias telas. O recurso permitirá copiar um texto ou imagem em um aparelho e colá-lo instantaneamente em outro, sem a necessidade de aplicativos de terceiros ou gambiarras.

O cronograma para essas inovações já está se formando. O Developer Beta do Android 17 deve ter início no próximo mês, trazendo as primeiras versões de teste dessas funcionalidades. Para os usuários da Samsung, o caminho será um pouco mais longo: a empresa deve liberar primeiro a One UI 8.5, com a fase beta da One UI 9 (baseada no Android 17) chegando apenas no segundo semestre deste ano.